domingo, 29 de julho de 2012


as árvores  dançam e choram, se calam e gritam, sangram.e são caladas e apagadas, mas recebem segredos quando converseiros e solitários ou enamorados estão debaixo . as relações do bicho homem com as árvores, mães que frutos oferecem, são em contextos históricos brasileiros, complexas e múltiplas, são vidas para culto, presentes em rituais tornam-se também objeto para manifestar poder, mas também ignorância quando são tratadas com descaso e desrespeito.
 Num dialogo   atravessado entre sementes, árvores, toras, devastamento, fatias, tábuas, reflorestamento e um pedaço de pau, entre mães e filhas, elas caem, são derrubadas, são esquecidas. no Brasil com processo de colonização gritante até hoje, abre-se  concessões estatais em prol de produção capitalista privada  que devasta a floresta,,, aí, ocorre a homogeneização do re-floresta, da floresta com árvores de uma só espécie, surgem perguntas como ocorrer no presente futuro  a multiplicidade labiríntica da floresta com modelos de árvore únicas, como viver sem elas, quem são elas antes de virarem uma mesa ou folhas de papel por exemplo..
Uma performance e uma exposição de peças feitas em madeira pelo  artista Virgilio Moura estarão emitindo essa pergunta. e outras mais. Romário Alves

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