as árvores dançam e choram, se calam e gritam,
sangram.e são caladas e apagadas, mas recebem segredos quando converseiros e
solitários ou enamorados estão debaixo . as relações do bicho homem com as árvores,
mães que frutos oferecem, são em contextos históricos brasileiros, complexas e
múltiplas, são vidas para culto, presentes em rituais tornam-se também objeto
para manifestar poder, mas também ignorância quando são tratadas com descaso e
desrespeito.
Num
dialogo atravessado entre sementes, árvores, toras, devastamento, fatias,
tábuas, reflorestamento e um pedaço de pau, entre mães e filhas, elas caem, são
derrubadas, são esquecidas. no Brasil com processo de colonização gritante até
hoje, abre-se concessões estatais em prol de produção capitalista
privada que devasta a floresta,,, aí, ocorre a homogeneização do
re-floresta, da floresta com árvores de uma só espécie, surgem perguntas como
ocorrer no presente futuro a multiplicidade labiríntica da floresta com
modelos de árvore únicas, como viver sem elas, quem são elas antes de virarem
uma mesa ou folhas de papel por exemplo..
Uma performance e uma exposição de peças feitas em madeira pelo artista Virgilio Moura estarão emitindo essa pergunta. e outras mais. Romário Alves
Uma performance e uma exposição de peças feitas em madeira pelo artista Virgilio Moura estarão emitindo essa pergunta. e outras mais. Romário Alves

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